segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Audiodescrição

31/05/2008 - Graciela Pozzobon da Costa *.

Pode uma pessoa com deficiência visual assistir a um filme no cinema, a uma peça de teatro ou a uma novela na TV e desfrutar do programa da mesma maneira que uma pessoa que enxerga?
Atualmente podemos ver uma pessoa cega indo ao cinema, ao teatro ouassistindo televisão. Porém, sem o recurso adequado, veremos sempre um acompanhante ao seu lado, que, aproveitando as pausas e os silêncios entre os diálogos ou narrações, sussurra à pessoa cega alguma informação para que ele compreenda a cena. Essa comunicação, além de ser incompleta, causa incômodo aos espectadores que enxergam, de forma que as pessoas cegas freqüentemente deixam de tentar entender o filme, ou programa. Por outro lado, se imaginarmos uma sala de cinema ou um canal de televisão que ofereça um meio pelo qual a pessoa com deficiência visual ouça o conteúdo do programa com independência, audiodescrito, desenvolvido especialmente para ela, com certeza veremos uma grande parcela deste público, normalmente excluído, assistindo a programas e desfrutando do conteúdo audiovisual com autonomia e conforto da mesma maneira que uma pessoa que enxerga.
O fascínio da experiência audiovisual ou da vivência teatral também é exercido sobre as pessoas de baixa visão ou cegas. Sua apreensão do mundo na vida cotidiana é feita principalmente pela audição, de modo que vivenciar um filme ou peça que reúna audiodescrição e a rica gama de informações sonoras contidas no som original será uma experiência plena. A audiodescrição é o meio de compensar a falta da captação das informações contidas na imagem, decorrente da deficiência visual.
A acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços neste sentido visam, não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade, sem precedentes no Brasil.
O que é:
O recurso consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.
A audiodescrição permite que o usuário receba a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta acontece, possibilitando que a pessoa desfrute integralmente da obra, seguindo a trama e captando a subjetividade da narrativa, da mesma forma que alguém que enxerga.
As descrições acontecem nos espaços entre os diálogos e nas pausas entre as informações sonoras do filme ou espetáculo, nunca se sobrepondo ao conteúdo sonoro relevante, de forma que a informação audiodescrita se harmoniza com os sons do filme.
Sem este recurso, a pessoa com deficiência visual permanece parte do tempo ocupada em deduzir a ação e com isso não consegue usufruir plenamente da experiência cinematográfica, televisiva ou cênica.
Como é.
Diferentes ferramentas técnicas são utilizadas dependendo do suporte em que estamos trabalhando. Para filmes, séries, novelas ou documentários, os suportes atuais são o cinema, a televisão e o DVD.
A audiodescrição pode ser feita ao vivo ou pré-gravada. Em produtos audiovisuais, a audiodescrição é adicionada em um segundo canal de áudio. Para peças de teatro, o suporte é o próprio espetáculo e neste caso só é possível que seja feita ao vivo. No caso da televisão, através de um canal que disponibilize esta banda extra de áudio, geralmente acionada pela tecla SAP (Programa Secundário de Áudio) dos televisores.
Para a produção da audiodescrição pré-gravada, o processo se dá nas seguintes etapas:
1.      Estudo da obra a ser descrita;
2.      Produção do roteiro;
3.      Ajustes de tempos e do texto;
4.      Ensaios
5.      Gravação;
6.      Sincronização.
A audiodescrição pode ser feita ao vivo. Esta forma é mais adequada em Festivais de Cinema, peças de teatro, espetáculos de dança, óperas e manifestações artísticas em geral, executadas ao vivo e em programas de televisão exibidos ao vivo.
Nesse tipo de audiodescrição, feito em cinemas e teatros, o equipamento utilizado é o mesmo que o da tradução simultânea. Os audiodescritores ficam em cabines narrando nos microfones e o som é transmitido para os usuários através de fones. A sessão de filme ou peça transcorre normalmente, sem interferência para o restante do público. O som original do filme ou da peça é captado pelo usuário de audiodescrição pelo próprio sistema de som da sala de cinema ou da voz dos atores no palco e o conteúdo audiodescrito pelo fone de ouvido.
Histórico resumido
A primeira vez que a audiodescrição apareceu formalmente descrita como tal, foi na tese de pós-graduação "Master of Arts", apresentada na Universidade de São Francisco pelo norte-americano Gregory Frazier, em 1975. Uma série de estudos começaram a ser feitos e os resultados favoráveis que foram sendo comprovados nessas primeiras experiências fizeram com que essa técnica se desenvolvesse em teatros, museus e cinemas dos Estados Unidos durante a década de 80. O encontro de Frazier com August Copolla facilitou a divulgação da audiodescrição pela América do Norte.
Em 1989 a audiodescrição foi realizada em alguns filmes do Festival de Cannes. Rapidamente, a técnica se estendeu por alguns países da Europa, principalmente no Reino Unido, que primeiro experimentou inserir a audiodescrição na televisão, principal meio de comunicação da sociedade mundial. Essa experiência ficou conhecida como "Descriptive Video Service". Graças ao êxito deste programa pioneiro, outras experiências foram estimuladas, como por exemplo, no Canal Network.
Em 1992, surgiu o Projeto Audetel, uma iniciativa britânica coordenada pelo Royal National Institute for the Blind, que se dedica a investigar os requisitos técnicos necessários para a incorporação da audiodescrição nas emissoras de televisão.
Na Espanha, a partir de 1991, foi desenvolvido o sistema Sonocine, que permitiu que as pessoas com deficiência visual seguissem a audiodescrição dos filmes exibidos na televisão através de um canal de radio especialmente habilitado. Os canais TVE e La 2 e TVE colocaram em prática essa experiência por algum tempo. Hoje, somente o Canal Sur ainda utiliza este sistema.
Em 1993, a Fundação ONCE, uma organização espanhola para a cooperação e integração social de pessoas com deficiência, começou um programa de investigação e pesquisa em audiodescrição, que culminou com a publicação da norma UNE 153020, intitulada: Audiodescripción para personas con discapacidad visual. Requisitos para la audiodescripción y elaboración de audioguías.
Atualmente, a acessibilidade nos meios de comunicação está na pauta de todo o mundo, sendo que em alguns países como Alemanha, Reino Unido, França, Espanha, Estados Unidos e Uruguai a audiodescrição já é uma realidade em cinemas, teatros, museus, programas de televisão e DVDs.
No Brasil.
No Brasil a audiodescrição é uma realidade recente. Alguns projetos de cinema e teatro, conectados com a tendência mundial de proporcionar acessibilidade, incluíram em seus produtos a audiodescrição, legenda oculta e em alguns casos, intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais).
* Graciela Pozzobon da Costa é atriz e audiodescritora. Desde 2003, coordena uma equipe responsável pela produção de roteiros e narração com audiodescrição em diversos filmes e peças de teatro.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Jogo da Memória

Auxilia o desenvolvimento da memoria,dentro de um espaço delimitado e permite trabalhar com atenção e a concentração do estudante com deficiência intelectual.Quando o jogo é realizado em grupo ,pode-se trabalhar com regras sociais como, por exemplo,"um aluno de cada vez".O material é simples,produz um visual estimulador e permite a higienização.A forma de cada peça possibilita ao aluno manuseá-la com pinça lateral,com pinça em dois ou demais dedos ou mesmo utilizar ambas as mãos para empurrar e virar as peças.

Descrição do jogo:

Jogo feito com tampas de maionese e com pares de figuras coladas sobre a tampa.

As crianças com deficiência intelectual, precisa de um ambiente rico de aprendizagem que estimule a construção de significados, desenvolva a linguagem e explore o meio como forma de aquisição de experiências, podendo assim usar o corpo através do brincar,ter ação espontânea com  autonomia para compreender o mundo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

AEE Fechamento

AEE Fechamento
Joselita

O atendimento educacional especializado prepara o educando com NEE para ter as mesmas oportunidades que os demais alunos, criarem condições adequadas à locomoção, comunicação, conforto e segurança com relação ao seu desempenho educacional e de acessibilidade. Portanto o professor de AEE tem a responsabilidade de tentar sanar barreiras que impedem o aluno do acesso ao conhecimento. Para sanar essas barreiras o professor de AEE tem como tarefa selecionar recursos e técnicas adequadas aos tipos de necessidades que os alunos apresentem o que oportunizará que o estudante se saia bem nas atividades escolares.
Para que estes sejam capazes de melhorar a comunicação, mobilidade e aprendizagem, o atendimento educacional especializado, deve se utilizar da tecnologia assistiva como meio de auxiliar o educando que necessite dessa comunicação no desempenho de atividades. De acordo com Bersch (2007, p.31) diz que “fazer tecnologia assistiva na escola é buscar, com criatividade, uma alternativa para que o aluno realize o que deseja ou precisa. É valorizar o seu jeito de fazer e aumentar suas capacidades de ação e interação a partir de suas habilidades. É conhecer e criar novas alternativas para a comunicação, escrita, mobilidade, leitura, brincadeiras, artes, utilização de materiais escolares e pedagógicos, exploração e produção de temas através do computador, etc.”
Então esse serviço permite ao aluno resolver os problemas funcionais, encontrando alternativas que ele possa participar ativamente das atividades proposta no contexto escolar.



domingo, 2 de junho de 2013


Os vídeos citados são interessantes para percebermos como a tecnologia é fundamental para nos conectarmos com o mundo nos nossos dias.

O vídeo help Desk na Idade Média, demonstra de uma forma bem humorada como era o mundo sem os avanços tecnológicos, tudo em termo de comunicação era mais difícil, hoje como mostra o vídeo Rafinha tudo é informatizado, as crianças como Rafinha não conhece o mundo sem internet, muito cedo elas já estão antenadas, isso tem contribuído muito para o desenvolvimento intelectual destas, elas começam a ler e escrever muito cedo motivadas pela tecnologia, as pessoas com deficiência também são beneficiadas, pois muitos tem usado a tecnologia assistiva,a comunicação alternativa para conhecer o mundo assim como Rafinha.Pena que a escola pública não se apropria dessa ferramenta para acompanhar o avanço das crianças.


Respostas referentes ao processo do atendimento educacional especializado nas escolas do município de São Francisco do Conde,com base nos documentos legais sobre a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais.

Res:1-Eu vejo que as escolas estão tentando se organizar para atender os alunos com NEE,o que para muitas por incrível que pareça ainda é uma realidade nova. 
Res:2-Nesses documentos diz que a inclusão de alunos com NEE,deve dar inicio desde a educação infantil prosseguindo pelas séries seguintes na escola regular,está deve garantir que ocorra a construção de conhecimento,visando os aspectos físicos,emocionais,cognitivos e sociais,favorecendo também as relações interpessoais,o respeito e a valorização da criança.É com essa perspectiva que o atendimento educacional especializado apoiará no desenvolvimento e aprendizagem dos alunos com NEE na escola regular, com a atuação de profissionais especializados com conhecimentos específicos em Libras e Braille.Estes atendimentos englobam todas as necessidades especiais dos alunos até o nível superior. Os documentos deixam claro que cabe aos sistemas de ensino se organizarem para que os alunos com NEE sejam realmente incluídos,estes devem tomar todas as medidas necessárias para atender os alunos nas suas especificidade educacional.
 
Res:3-A escola pesquisada está se organizando para atender adequadamente os alunos com NEE.
 
Res:4-Na escola tem:Software de Pranchas dinâmicas onde o computador se transforma em ferramenta de voz,teclados virtuais com varredura,teclados de diferentes tamanhos e programáveis na sensibilidade e disposição/conteúdos de teclas,colmeia de acrílico para teclado,mouses de diferentes formatos e programáveis em funções de teclas e sensibilidade,mouse com plug para entrada de acionador e existem jogos variados comprados pela escola.
 
Res:5-Sim,dos que constam no documento,serão atendidos alunos com baixa visão,com suspeita de autismo, surdez e suspeita de hiperatividade.

Res;6-Não entendo muito,mais percebo esse investimento na compra de materiais para a sala. 
Res:7-Eu não sei.
 
Res:8-Ainda não faz nenhuma referência,mais os coordenadores e o diretor estão se organizando para fazer referência, visto que o atendimento especializado é uma necessidade real e os atendimentos estão prestes a começar na sala multifuncional.